segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Disfarces Mais Comuns de Ladrões de Condomínios

O Disfarce Como Entram Como Evitar
Funcionários de Concessionárias de Serviços Públicos Alegam ter de fazer reparos dentro de algumas unidades, ou no caso do carteiro, ter de entregar em mãos determinada correspondência. - Pedir crachá com foto;
- Não permitir a entrada nas unidades, se o serviço não foi solicitado pelo morador.
Oficial de Justiça ou Advogado Procuram forçar a entrada no condomínio sem se identificar, ou apresentando documentos falsos. - Orientar o porteiro para não mudar os procedimentos de segurança de acordo com a aparente autoridade de quem quer que seja. Só permitir a entrada se o morador autorizar.
Banhistas Casos no Rio de Janeiro. Geralmente em dupla, de sunga e chinelo invadem o prédio e levam o produto do furto em uma mochila. - O porteiro tem que estar atento e conhecer os moradores do prédio. Não abrir o portão para estranhos antes de obter autorização da unidade a que se dirigem.
O “bem vestido” - Homem de terno entra a pé pela entrada de pedestres ou pela garagem, quando um morador chegava de com seu carro;
- O porteiro não desconfia de nada porque o homem está bem-vestido;
- Logo em seguida é rendido pelo invasor, que o obriga a abrir o portão para seus comparsas.
- Orientar o porteiro para não mudar os procedimentos de segurança de acordo com as vestimentas das pessoas ou aparência de status social.
O “Conhecido” - Aproveita-se da entrada de uma pessoa no prédio para “pegar uma carona” no portão aberto dos pedestres. - Outra vez, vale a atenção do porteiro. Se ficar na dúvida se conhece ou não a pessoa que entrou, deve abordá-la e perguntar para que unidade se dirige.
De Carro - Embicam o carro na garagem e buzinam;
- Como “passageiros” de veículos de entrega que entram na garagem.
- O porteiro deve ser extremamente rigoroso na identificação do carro e do motorista. Jamais abrir o portão para veículos que não se identificam.
Funcionário de Instituição de Caridade - Caso relatado no Rio. O ladrão tinha uma lista com pessoas que frequentemente faziam doações a instituições, e anunciou o apartamento e o nome de uma senhora que queria “visitar”. A condômina autorizou a entrada e foi assaltada. - Confirmar se o morador requisitou a presença do funcionário. Se não, não permitir a entrada, mesmo que o morador autorize.
Corretor de Imóveis - Bem vestido, em geral num grupo de dois ou três, apresenta-se como corretor de imóveis e diz que vai visitar determinado apartamento. - Confirmar se o morador requisitou a presença do corretor. Se não, não permitir a entrada, mesmo que o morador permita.
- Alertar porteiros para não deixar desconhecidos entrarem, mesmo que estejam “bem vestidos”.
“Dona Ana” - Apresenta-se na portaria e diz que vai no apartamento da “Dona Ana”. Como este é um nome muito comum, alguns porteiros têm caído no golpe. - Só permitir a entrada após autorizado pelo morador.
Entregador de Encomendas (pizzas, flores, cestas de café da manhã e outros) - De dois modos:
1º Diz que vai subir em determinada unidade para entregar;
2º Chama um condômino ou um empregado seu para receber, e o rende assim que a porta é aberta.
- Não permitir a subida de entregadores às unidades, em nenhuma hipótese;
- Antes de abrir o portão para receber a encomenda, o porteiro deve confirmar se o respectivo condômino a aguarda;
- No caso de flores e presentes-surpresas, o melhor é que o próprio porteiro receba;
- Outra garantia é instalar um “passador” de encomendas, para não abrir o portão nestes casos.
Fonte: Portal SíndicoNet – www.sindiconet.com.br

Cuidados em Tempos de Chuva

Em janeiro começam as chuvas em grande parte do Brasil e com tanta água surgem os mais variados problemas. Para garantir que as chuvas caiam, mas não tragam problemas que podem ser evitados, seguem algumas dicas, informações e lembretes de como se prevenir.

1. Cuidado com a água parada: depois da chuva cheque vasos, brinquedos e locais que possa haver acúmulo. Nesta época do ano o mosquito da dengue se beneficia da falta de atenção, areia nos pratos dos vasinhos é uma boa solução;

2. Não deixe janelas abertas quando for sair de casa: com a instabilidade do tempo não sabemos quando pode chover;

3. Se prepare para quedas de energia: deixe sempre lanternas e luzes de emergência a mão. Cuidado com o uso de velas para não causar acidentes;

4. Áreas molhadas podem gerar acidentes: avise crianças para evitar brincar em áreas externas durante e logo após as chuvas;

5. Com sol ou chuva, cuide do seu pet: não é porque chove que animais de estimação podem fazer necessidades nas áreas comuns;

6. Vazamentos ou infiltrações: nessa época de grande umidade estes são problemas comuns, caso perceba, comunique a administração;

7. Obras em dia de  chuva não funcionam: seja mais paciente e compreensivo caso alguns reparos ou grandes obras tenham que ser atrasados por conta das chuvas.

Fonte: Portal SíndicoNet – www.sindiconet.com.br

Terceirização de mão-de-obra

Grande avanço e salto de qualidade, desde que observados alguns cuidados e procedimentos básicos.

Considerando que os gastos com folha de pagamento, encargos sociais e previdenciários representam, na grande maioria dos condomínios, mais de 50% (cinqüenta porcento) dos gastos mensais e considerando ainda a real necessidade de maior qualificação dos profissionais, a terceirização de mão-de-obra nos condomínios vem crescendo num ritmo alucinante. É evidente que a terceirização da mão-de-obra representa grande avanço e modernização, possibilitando aos síndicos e administradores, maior tranqüilidade e segurança no exercício de suas funções.

Duas perguntas clássicas são formuladas pelos síndicos e demais condôminos quando o assunto é terceirização de mão-de-obra. São elas: Quais as vantagens para o meu condomínio? Quais os cuidados a serem adotados e os riscos trabalhistas?

Via de regra, as vantagens advindas com a terceirização de mão-de-obra são as seguintes:

— significativa economia mensal
— fim dos rateios e provisões para 13º salário
— maior qualificação dos profissionais
— sensível melhoria na qualidade dos postos de portaria e faxina
— incrementação dos equipamentos (nextel, comunicadores, etc...)
— maior mobilidade de funcionários
— fim do passivo trabalhista
— supervisão constante
— assessoria jurídica trabalhista

Para que a terceirização de mão-de-obra traga efetivamente as vantagens acima elencadas, é fundamental que o síndico:

— contrate uma empresa idônea, preferencialmente sediada no mesmo município;
— exija a apresentação de certidões negativas atualizadas da empresa (cível, execuções fiscais, falência e concordata, justiça federal, receita federal, justiça do trabalho, INSS, etc...)
— visite a sede da empresa;
— converse com outros síndicos atendidos pela empresa;
— visite condomínios clientes da empresa
— faça uma reunião com o corpo jurídico da empresa, para análise e discussão da minuta contratual
— exija, mensalmente, emissão de nota fiscal do valor integral dos serviços prestados, acompanhada das guias de recolhimento de FGTS e INSS do mês anterior.
— exija, em caso de demissão de funcionário alocado no condomínio, cópia da rescisão de contrato de trabalho e cópia do comprovante de pagamento das verbas rescisórias
— exija cópia do livro de registro de empregados, bem como a cópia dos recibos de pagamentos e cartões de ponto, se houver.

Importante lembrar que o Enunciado 331, IV do TST prevê a responsabilidade subsidiária do condomínio (tomador de serviços), em relação aos funcionários fornecidos pela empresa teceirizadora de mão-de-obra. Logo, caso a empresa não honrar suas obrigações trabalhistas, certamente o condomínio será condenado numa eventual reclamação trabalhista. Portanto, senhores síndicos, sigam as recomendações acima na hora de terceirizar a mão-de-obra e brindem o sucesso!

Autor: Marcio Rachkorsky, Especializado em Direito Condominial, atua há mais de 12 anos na área imobiliária e condominial, especificamente prestando assessoria jurídica para síndicos e administradoras (orientação preventiva, cobrança de inadimplentes, comparecimento em assembléias e reuniões de corpo diretivo, elaboração e análise de contratos em geral, elaboração de defesas trabalhistas e comparecimento em audiências, análise e alteração de convenções e regulamentos internos, acompanhamento de fiscalizações, enfim toda e qualquer assessoria jurídica que o condomínio necessitar).

Fonte: Folha do Síndico (www.folhadosindico.com.br)