quarta-feira, 27 de março de 2013

Torneiras e Vasos Sanitários - Os grandes vilões do desperdício



Como sabemos, a água é um recurso extremamente valioso – e uma das maiores contas no nosso condomínio. O principal caminho para o seu uso racional é evitar o desperdício, como vazamentos em torneiras e descargas, que costumam passar despercebidos.

Para combater esse mal oculto, sugerimos realizar o teste abaixo em sua unidade. O procedimento é bastante simples e recomendado por várias companhias brasileiras de abastecimento de água:


Vaso Sanitário 

1. Jogue a borra de café no vaso sanitário;

2. O normal é a borra ficar depositada no fundo do vaso;

3. Em caso contrário, é sinal de vazamento na válvula ou na caixa de descarga.

$ Um vazamento neste equipamento desperdiça em média 144 litros por dia, ou mais de 4 mil litros por mês.


Torneiras Pingando 

Esse tipo de vazamento é caracterizado quando a torneira fica pingando, mesmo quando fechada. Quando isso acontecer troque o “courinho”.

$ Gotejando, uma torneira desperdiça 46 litros por dia, ou mais de mil litros de água por mês.

$ Um filete de mais ou menos 2 milímetros totaliza 4.130 litros por mês.



Fonte: SindicoNet – www.sindiconet.com.br

terça-feira, 19 de março de 2013

Instalações elétricas

Riscos, manutenção e responsabilidade do síndico

Nada é para sempre. E, em se tratando de condomínios, é bom que isso fique claro, já que tudo precisa de manutenção, principalmente quando se trata de instalações elétricas.

O entendimento entre os especialistas é que a durabilidade das instalações de um empreendimento gire em torno de 30 anos. E é possível imaginar como a demanda por energia elétrica dentro das unidades mudou nesse período de tempo.

A estimativa da Procobre, instituição que promove estudos e pesquisas sobre o uso de cobre na América Latina, é de que a demanda por energia elétrica aumentou em seis vezes nesse período. Para ilustrar a situação, na década de 1980, um modelo comum de chuveiro era de 1.800W. Hoje a potência do aparelho chega a 6 mil W. No passado, um fio de bitola de 2,5 mm era mais que o suficiente para suprir as necessidades de uma casa. Agora, essa medida é de 6 mm.

Portanto, muitos condomínios ainda contam com instalações defasadas, e os riscos vão desde quedas de energia e incêndios a choques de alta voltagem, que podem, inclusive, matar uma pessoa. E não custa lembrar que o síndico é co-responsável pela segurança dos moradores.

Por isso, tal questão - muitas vezes negligenciada por síndicos e administradores - deve ser tratada com seriedade e atenção, até porque, além dos riscos, também pode gerar desperdícios consideráveis para o condomínio, devido à fuga de energia.

Veja abaixo o que fazer para não ficar às escuras e evitar acidentes e desperdícios

Sinais
Se a instalação elétrica de todo o empreendimento está antiga ou não está apta para tanta demanda, pequenas falhas começam a acontecer: energia que vive caindo, luz piscando, tomadas que esquentam, pequenos choques, quedas dos disjuntores, cheiro de queimado ou de fumaça.

Esses sinais mostram que a rede elétrica precisa de uma intervenção. Por isso, um zelador atuante pode ajudar, e muito, a captar os primeiros sinais de que algo não vai bem, ao relatar imediatamente para o síndico. Os custos com reformas serão menores do que se o problema for adiado indefinidamente.

Nesses casos, vale chamar uma empresa especializada no assunto, que deve contar com um engenheiro elétrico e com a aparelhagem necessária, como aparatos que medem fuga da energia e que gerenciam o consumo. Assim, ele vai poder diagnosticar corretamente o que há de errado com o condomínio.

Inspeção e manutenção

A medida mais usada por condomínios que começam a sentir problemas elétricos é a troca do disjuntor. Essa, porém não é a melhor decisão a ser tomada. O ideal, em casos em que há quedas frequentes do disjuntor, é que seja feita a troca dos fios em questão, para que assim, o uso da energia elétrica aconteça de forma responsável.

O ideal é que prédios façam uma inspeção completa da parte elétrica a cada cinco anos, com empresa especializada. Novas edificações podem esperar dez anos.

Em prédios com mais de 30 anos, talvez seja necessário rever toda a parte elétrica - saber se o condomínio conta com um aterramento adequado e se segue as recomendações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), como um dispositivo de proteção diferencial residual, obrigatório em edificações desde 1997.

Além de adequar as instalações do condomínio, essas melhorias também reduzem ou eliminam fuga - e consequente desperdício - de energia elétrica. Estudos apontam que uma estrutura adequada reduz, em média, 5% do valor da conta de energia.

Outra troca que deve ser feita o mais rápido possível em prédios antigos é a dos quadros de força. Nesses casos, não só a estrutura de madeira pode ser danificada por cupins, como os fios elétricos também. Até suas capas podem ser comidas pelo bicho. A troca deve ser feita por uma estrutura de metal, mais resistente e adequada para o uso.

Quem estiver interessado em investigar as condições elétricas de seu condomínio pode fazer uma verificação do padrão médio de consumo das unidades, com uma empresa especializada. Basta fazer um levantamento dos equipamentos usados ali - é preciso contar com a ajuda dos moradores. Com esse dado, é possível saber se o condomínio consegue atender a essa demanda de maneira tranquila.

Caso a resposta seja negativa, será necessário, provavelmente, reprojetar o centro de medição do empreendimento, e refazer todo o cabeamento, desde o centro de medição até as prumadas. Também será necessário pedir à concessionária de energia por um aumento na oferta de seu produto para o local.

 Fonte: SindicoNet – www.sindiconet.com.br

quarta-feira, 13 de março de 2013

O elevador parou, e agora?




É cada vez mais comum presenciarmos casos de apagões e falta de luz no nosso bairro. Por isso, listamos abaixo algumas dicas e orientações sobre como proceder caso fique preso no elevador:

- Se o elevador parar entre andares, os ocupantes devem manter a calma, pois o perigo não é eminente;

- Zeladores, porteiros ou síndicos não devem fazer o resgate. Somente o corpo de bombeiros ou técnicos da empresa de manutenção estão habilitados para isso;

- Segundo os fabricantes, os elevadores têm ventilação necessária para respiração;

- Acionar o botão de alarme e/ou utilizar o interfone para pedir ajuda;

- Não force as portas e se o elevador parar entre andares e a porta abrir, não tente sair por conta própria, em hipótese alguma. A maioria dos acidentes acontecem assim – o elevador pode voltar a funcionar no momento em que você estiver saindo. Aguarde a sua estabilização.


Fonte: SindicoNet – www.sindiconet.com.br

sexta-feira, 8 de março de 2013

Oficiais de Justiça - Como proceder quando um agente da lei chega à portaria




Um assunto controverso em muitos condomínios, a visita do oficial de justiça gera muitas dúvidas, seja no síndico ou no funcionário de portaria.

Afinal, quem é aquele homem que quer entrar no condomínio, muitas vezes, sem sequer ser anunciado?

É importante lembrar que o oficial de justiça é um funcionário público, que está ali executando a ordem de um juiz. Mas nem por isso ele pode se eximir do que todos os não-moradores do condomínio devem fazer ao adentrar o local: se identificar com documento (como RG ou CNH) e carteira funcional e se registrar no livro ou sistema de controle de acesso.

Quem é o Oficial de Justiça e como identificá-lo

O oficial de justiça é um funcionário público do poder Judiciário. Geralmente, esses profissionais são concursados e têm ensino superior - isso pode mudar dependendo da região. Seu trabalho consiste em fazer valer as decisões de um juiz. Durante a sua atuação, ele tem poder de efetuar uma prisão em flagrante, além de poder acionar a polícia. Por isso a importância de se tratar corretamente e com honestidade o profissional.

Todo oficial de justiça deve portar um documento de identificação chamado carteira funcional. Este documento possui foto e todos os dados do agente, assim como seu número de registro.

Caso haja dúvida sobre a real identidade do profissional, o indicado é que se chame a polícia (190). O oficial de justiça tem o dever de se apresentar oficialmente aos PMs.

O condomínio pode impedir o acesso do Oficial de Justiça?

É muito importante que os profissionais de segurança e portaria saibam como lidar com esse tipo de imprevisto.

Em alguns casos, pode ocorrer de o oficial de justiça solicitar que não seja anunciado para evitar que a pessoa que está procurando ou querendo entregar uma intimação fuja, ou então que consiga esconder bens que seriam investigados no intervalo de tempo entre o recebimento da ligação da portaria até a chegada do profissional à unidade autônoma.

O que fazer nesses casos?

Como o condomínio não deve atrapalhar o andamento de investigações, é sempre prudente chamar o zelador ou o síndico para conversar honestamente com o oficial de justiça.

Caso haja um funcionário do condomínio para acompanhar o oficial de justiça até a porta da unidade, isso também pode ser feito.

O ideal é que conste no regulamento interno que o agente da lei pode entrar no empreendimento sem ser anunciado, bastando que a portaria confirme se o condômino em questão se encontra.

Com as práticas a serem adotadas descritas no regulamento, o síndico e os funcionários ficam mais protegidos de possíveis reclamações de condôminos abordados por esse tipo de profissional.

Casos extremos

Na grande maioria das vezes o relacionamento com esses agentes da lei é tranquilo. Há, porém, alguns casos em que ameaças são feitas, principalmente ao porteiro, que pode não deixar o oficial de justiça entrar no condomínio - caso não esteja preparado para lidar com a situação. O agente da lei pode ameaçar o porteiro de prisão, chamar a polícia, etc.

Por isso, vale instruir o profissional de portaria a ser cordial e respeitoso com todos, sem exceção.

Indo na mão oposta, o porteiro também não deve ajudar moradores a se esconderem do oficial de justiça. O condomínio não deve tomar para si a responsabilidade de encobrir a presença de ninguém, mesmo que essa pessoa seja um condômino. Daí a importância de manter regras claras e atualizadas junto ao pessoal de segurança e portaria.

Sem resposta

Pode acontecer de o oficial de justiça acreditar (com razão ou não) que a pessoa que deve receber a intimação/citação ou qualquer outro está se escondendo, ou não quer receber o documento. Nesse caso específico, o profissional deixa na portaria um aviso, com os dados do dia e a hora em que vai voltar. O porteiro então registra o aviso e deve entregá-lo ao morador procurado. Caso o mesmo não se encontre no horário previamente agendado, a intimação/citação, etc. é considerada entregue.

Em outros casos, depende de cada condomínio decidir se o porteiro deve ou não receber intimações/citações/etc. dos moradores. O assunto é controverso e não há consenso entre os especialistas.

Cartilha de procedimentos para portaria

1 - Pedir para ver sua carteira funcional de trabalho, acompanhada de documento (como RG ou carteia de motorista)

2 - Caso os documentos estejam ok, pergunte o que ele deseja ? vai entrar ou deseja apenas entregar algo?

3 - Se houver desconfiança de que seja alguém querendo assaltar o condomínio, o porteiro pode chamar a polícia ? o oficial de justiça é obrigado a se apresentar oficialmente

4 - Ele diz que vai à unidade X, mas se não houver ninguém, o porteiro o avisa e pergunta se deseja ir até a porta da unidade

5 - Nesse caso, ele deixa um agendamento com dia e hora da próxima vez que estará ali

6 - Se o morador estiver em casa, o indicado é deixá-lo entrar e fazer seu serviço

7 - Caso haja um funcionário disponível, o mesmo pode acompanhá-lo até a unidade que está sendo procurada



Fonte: SindicoNet - www.sindiconet.com.br